Sim. Somos sexualmente reprimidos. Sou muito a favor do sexo dentro do casamento, como forma de enlace de amor, de intimidade, de mutualidade. É o instante glorioso onde o corpo da mulher é do homem e vice-versa. Quando é feito com amor, gozar é uma das maiores sensações do planeta. A quase morte orgásmica nos faz sentir vivos, humanos, animais. O problema é que temos necessidades sexuais bem mais cedo do que imaginamos. Logo, namorar parece ser uma zona de guerra para a mocidade de nossas congregações.
Se a igreja indicar que os jovens não namorem, fica difícil. Mandamos os jovens orarem mais, lerem mais a Bíblia, jejuarem, matarem a carne, negarem-se. Porém, na própria mocidade há jovens lindas e atraentes. Os olhares vão acontecer. Os teens vão querer comer uma pizza juntos, deixá-las em casa, tomarem um sorvete, um refrigerante de cajú (fiz muito isso). O cheirinho do perfume da garota ficará nas mãos do cristão fervoroso de pouca idade. E, ao chegar em casa, esse mesmo jovem, que ama a Jesus, que toca no ministério de louvor, que frequenta às escolas dominicais, colocará suas mãos nas suas narinas e ficará embriagado com a lembrança olfativa da donzela. Apenas isso será necessário para iniciar uma batalha inquisitória dentro da alma infanto-juvenil. Ele está apaixonado. Quer ver a mocinha. Não consegue desligar o telefone ao ouvir a voz dela. Pensa nela o tempo inteiro. Inclusive no banheiro.
Pare! Que blasfêmia! Ignorar a masturbação é um dos problemas de nossas igrejas. Pensar, sentir, simular, imaginar. Quantos jovens conheci, até mesmo líderes de louvor ou dirigentes de mocidade que guardavam as famosas revistas masculinas debaixo da cama. Não que não seja possível estar apaixonado por alguém sem querer fazer sexo com ela. Pode sim existir um amor tão platônico e tão devotado, capaz de considerar a amada como intocável, como uma deusa idolatrada. Isso não é o padrão. Quando estamos loucamente apaixonados, queremos por completo. Os lábios, a sinceridade, os cabelos, o carinho, o corpo, a reciprocidade. A paixão é demoníaca? Diabólica? Sinceramente, não sei de onde essa doença vem. Sei apenas que todos alguma vez na vida, ou até mesmo várias vezes, são acometidos por esse maravilhoso mal.
E se a igreja aceitar que namorem? O namoro tem que ser pra casar. E o sexo apenas depois do casamento. Escolher esperar ou ser obrigado a esperar? Aí fica estreito, como dizemos no jargão evangélico. Como deve ser um namoro cristão? Evitar lugares escuros e solitários. Não estar sozinhos em lugar nenhum. Não beijar na boca. O que? Não beijar na boca? Como pode existir um namoro sem beijo na boca? Meus amigos, todos sabem. Beijou na boca, pronto. Começou. E se fosse apenas selinho? E se não fosse beijo de língua? Os movimentos feitos na boca durante o beijo são um ensaio do que queremos que aconteça mais ao sul.
Temos um grande impasse então. Até que ponto podemos chamar de fornicação uma relação sexual entre jovens namorados, que se amam profundamente e que tem certeza que vão se casar, que são uma só carne, mesmo antes de assinar um papel e conviver debaixo do mesmo teto? Devemos nos conscientizar das inúmeras exceções às regras. Não sou a favor de que o jovem saia transando com todas as suas "peguetes" ou flertes, modernizando ou romantizando, mas que o sexo seja responsável. Vi meninos e meninas de 16 anos tendo que brincar de casinha sem brincadeira apenas por ter caído no pecado da prostituição mútua, assumindo o compromisso de gerenciar uma família sem a mínima condição psico-econômico-social para tal. Pior quando o matrimônio é fundamentado em uma gravidez indesejada, pulando etapas da vida, queimando processos de desenvolvimento e criando casais espiritualmente despreparados.
Tudo isso acontece muito. E não podemos intervir. É uma heresia das grandes aconselhar a um jovem que use preservativos ou outros métodos anticoncepcionais durante o namoro. Se fizermos isso, abrimos precedentes. Se não fizermos, vamos continuar lidando com as profundas angústias sexuais da juventude. Meninas mães, com pais desajustados ou até mesmo sem pais, fazem avós assumirem o papel que lhes era devido. Nas classes mais baixas, geralmente as que sofrem mais com as pressões dogmáticas da religião e da sociedade em si, o aborto chega a ser a última opção. Trauma para a vida inteira. Assassinam bebês porque assassinaram seus desejos. Forte não é? Se o sexo é vida, um casamento mal feito pode ser a morte. Casar para ter relações sexuais sem pecado é uma das piores decisões da vida. Não nos livramos de um erro com outros erros.
Avalanches se formam com pequenas bolas de neve que rolam montanhas. E vão crescendo, crescendo. É a mão boba, o beijo quente, a foto enviada por aplicativos de celular, a conversa picante, o entrelaçar dos corpos sem roupa. Imaginar também é pecado. Como não imaginar? Como controlar o pensamento? Simplesmente impossível. E se imaginar já é pecado, a diferença está nas consequências do ato propriamente dito. Qual seria o limite? Estou apenas abrindo a discussão milenar. Não digo para sair provando todos e todas, experimentando como sabores de sorvete. Isso sim é fornicação. Isso sim é abominável e altamente prejudicial. Lembram o que falei sobre dizer não? O Espírito Santo estabelece até onde vai o elástico. Se o esticarmos muito, pode quebrar. E quando quebra dói muito.
Vamos orar mais. Vamos pedir mais forças a Deus. Jesus disse que teríamos aflições no mundo. Ele sabia o que iríamos passar. Seria um crime pensar que o próprio Jesus possa ter amado alguém também? Se alguém aparecesse com documentos que comprovassem que o Nosso Senhor tenha encontrado um grande amor na terra, que tivesse se casado na perspectiva judaica ou até mesmo tivesse sido pai biológico de algum afortunado ser, rasgaríamos a Bíblia afirmando que Cristo teria pecado? Para mim, não. Jesus se esvaziou para ser como nós. Era Deus homem. Como costumam dizer, totalmente homem e totalmente Deus. Seu lado plenamente homem nos entende. E se alguma vez, meu querido jovem leitor, você ficar excitado durante um abraço com sua namorada, noiva, futura esposa, não se desespere. É sinal que você é heterossexual e essa atração é completamente natural.
A questão é que precisamos falar sobre isso. Precisamos pensar sobre isso. Ensinar sobre sexo pode ser uma responsabilidade da família, mas acaba afetando de maneira intensa a igreja. Temos que nos posicionar em relação a esse tema. Sexo é bom. É muito bom. Não vamos transformá-lo em maldição. O prazer também é uma benção. Armandinho, um compositor baiano, gravou uma polêmica música, cuja letra dizia: "Quando Deus te desenhou, Ele tava namorando na beira do mar". E até que eu acredito nisso. Deus estava amando muito quando nos criou. Somos frutos do amor. Não vamos estragar isso tudo.
E se a igreja aceitar que namorem? O namoro tem que ser pra casar. E o sexo apenas depois do casamento. Escolher esperar ou ser obrigado a esperar? Aí fica estreito, como dizemos no jargão evangélico. Como deve ser um namoro cristão? Evitar lugares escuros e solitários. Não estar sozinhos em lugar nenhum. Não beijar na boca. O que? Não beijar na boca? Como pode existir um namoro sem beijo na boca? Meus amigos, todos sabem. Beijou na boca, pronto. Começou. E se fosse apenas selinho? E se não fosse beijo de língua? Os movimentos feitos na boca durante o beijo são um ensaio do que queremos que aconteça mais ao sul.
Temos um grande impasse então. Até que ponto podemos chamar de fornicação uma relação sexual entre jovens namorados, que se amam profundamente e que tem certeza que vão se casar, que são uma só carne, mesmo antes de assinar um papel e conviver debaixo do mesmo teto? Devemos nos conscientizar das inúmeras exceções às regras. Não sou a favor de que o jovem saia transando com todas as suas "peguetes" ou flertes, modernizando ou romantizando, mas que o sexo seja responsável. Vi meninos e meninas de 16 anos tendo que brincar de casinha sem brincadeira apenas por ter caído no pecado da prostituição mútua, assumindo o compromisso de gerenciar uma família sem a mínima condição psico-econômico-social para tal. Pior quando o matrimônio é fundamentado em uma gravidez indesejada, pulando etapas da vida, queimando processos de desenvolvimento e criando casais espiritualmente despreparados.
Tudo isso acontece muito. E não podemos intervir. É uma heresia das grandes aconselhar a um jovem que use preservativos ou outros métodos anticoncepcionais durante o namoro. Se fizermos isso, abrimos precedentes. Se não fizermos, vamos continuar lidando com as profundas angústias sexuais da juventude. Meninas mães, com pais desajustados ou até mesmo sem pais, fazem avós assumirem o papel que lhes era devido. Nas classes mais baixas, geralmente as que sofrem mais com as pressões dogmáticas da religião e da sociedade em si, o aborto chega a ser a última opção. Trauma para a vida inteira. Assassinam bebês porque assassinaram seus desejos. Forte não é? Se o sexo é vida, um casamento mal feito pode ser a morte. Casar para ter relações sexuais sem pecado é uma das piores decisões da vida. Não nos livramos de um erro com outros erros.
Avalanches se formam com pequenas bolas de neve que rolam montanhas. E vão crescendo, crescendo. É a mão boba, o beijo quente, a foto enviada por aplicativos de celular, a conversa picante, o entrelaçar dos corpos sem roupa. Imaginar também é pecado. Como não imaginar? Como controlar o pensamento? Simplesmente impossível. E se imaginar já é pecado, a diferença está nas consequências do ato propriamente dito. Qual seria o limite? Estou apenas abrindo a discussão milenar. Não digo para sair provando todos e todas, experimentando como sabores de sorvete. Isso sim é fornicação. Isso sim é abominável e altamente prejudicial. Lembram o que falei sobre dizer não? O Espírito Santo estabelece até onde vai o elástico. Se o esticarmos muito, pode quebrar. E quando quebra dói muito.
Vamos orar mais. Vamos pedir mais forças a Deus. Jesus disse que teríamos aflições no mundo. Ele sabia o que iríamos passar. Seria um crime pensar que o próprio Jesus possa ter amado alguém também? Se alguém aparecesse com documentos que comprovassem que o Nosso Senhor tenha encontrado um grande amor na terra, que tivesse se casado na perspectiva judaica ou até mesmo tivesse sido pai biológico de algum afortunado ser, rasgaríamos a Bíblia afirmando que Cristo teria pecado? Para mim, não. Jesus se esvaziou para ser como nós. Era Deus homem. Como costumam dizer, totalmente homem e totalmente Deus. Seu lado plenamente homem nos entende. E se alguma vez, meu querido jovem leitor, você ficar excitado durante um abraço com sua namorada, noiva, futura esposa, não se desespere. É sinal que você é heterossexual e essa atração é completamente natural.
A questão é que precisamos falar sobre isso. Precisamos pensar sobre isso. Ensinar sobre sexo pode ser uma responsabilidade da família, mas acaba afetando de maneira intensa a igreja. Temos que nos posicionar em relação a esse tema. Sexo é bom. É muito bom. Não vamos transformá-lo em maldição. O prazer também é uma benção. Armandinho, um compositor baiano, gravou uma polêmica música, cuja letra dizia: "Quando Deus te desenhou, Ele tava namorando na beira do mar". E até que eu acredito nisso. Deus estava amando muito quando nos criou. Somos frutos do amor. Não vamos estragar isso tudo.
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